Depois de ler estes 5 textos você vai ver a vida com muito mais alegria e otimismo 🙂
Confira a seleção:

 

1) A ARTE DE SER FELIZ

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que as coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para vê-las assim.”

Cecília Meireles


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2) A FELICIDADE NÃO ESTÁ ONDE SE PROCURA

Nasrudin encontrou um homem desconsolado sentado à beira do caminho e perguntou-lhe os motivos de tanta aflição.

– Não há nada na vida que interesse, irmão. Tenho dinheiro suficiente para não precisar trabalhar e estou nesta viagem só para procurar algo mais interessante do que a vida que levo em casa. Até agora, eu nada encontrei.

Sem mais palavra, Nasrudin arrancou-lhe a mochila e fugiu com ela estrada abaixo, correndo feito uma lebre. Como conhecia a região, foi capaz de tomar uma boa distância.

A estrada fazia uma curva e Nasrudin foi cortando o caminho por vários atalhos, até que retornou à mesma estrada, muito à frente do homem que havia roubado. Colocou a mochila bem do lado da estrada e escondeu-se à espera do outro. Logo apareceu o miserável viajante, caminhando pela estrada tortuosa, mais infeliz do que nunca pela perda da mochila. Assim que viu sua propriedade bem ali, à mão, correu para pegá-la, dando gritos de alegria.

– Essa é uma maneira de se produzir felicidade – disse Nasrud

 


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3) GENTILEZA: O SEGREDO DA FELICIDADE

Atitudes de carinho, respeito e atenção trazem mais benefícios do que você imagina. Doçura e gentileza, além de ajudar aos outros, nos deixa mais felizes e também nos ajuda a viver mais.

Muito do que torna a vida mais difícil – uma batidinha no carro, uma porta que alguém não segurou quando você passou – se deve à falta de consideração. Imagine só como seria o mundo se todos fossem um pouquinho mais gentis. Ao tentarmos entrar numa rua movimentada, por exemplo, alguém nos cede a passagem. No supermercado, você deixa alguém apressado entrar na sua frente na fila do caixa. No metrô lotado, você se levanta para dar lugar a quem parece cansado.

Uma nova teoria, chamada “sobrevivência do mais gentil”, diz que foi graças à gentileza que a espécie humana prosperou. O professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos, analisou sociedades antigas e verificou que a gentileza era componente fundamental da sobrevivência das comunidades. “Grupos com muitos altruístas tendem a sobreviver”, diz ele. “Os altruístas cooperam e contribuem para o bem-estar dos outros integrantes da comunidade.”

Isto quer dizer que temos em nós a capacidade de ajudar os outros, principalmente os que nos são próximos, a fim de garantir nossa sobrevivência.

Sobre gentileza: a doçura traz felicidade

A pesquisa demonstra que a gentileza também pode nos deixar mais felizes. A professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, pediu aos participantes de um estudo que praticassem ações gentis durante dez semanas. Ela verificou que a felicidade aumentou no período do estudo, embora houvesse um senão: quem teve atitudes de gentileza variadas – segurar a porta aberta para um estranho passar, lavar a louça do colega de quarto – registrou nível bem mais alto de felicidade, mesmo um mês depois do fim do estudo, do que quem repetiu o mesmo ato várias vezes.

Não faz diferença em termos de felicidade se ajudamos um ente querido ou um estranho, mas o resultado pode ser diferente. “O ato pequeno e anônimo faz com que a gente se sinta uma pessoa muito boa”, diz a professora Lyubomirsky. “Mas um grande ato de gentileza feito a alguém que conhecemos pode ter consequências sociais: podemos fazer um novo amigo ou receber agradecimentos generosos.”

Assim, pagar um café para um estranho pode levantar o astral por al­gum tempo, mas auxiliar um vizinho idoso a fazer compras talvez ajude a melhorar de fato um relacionamento.

Para ter saúde: altruísmo

A gentileza nos faz bem de outras maneiras. O professor Stephen Post, autor de Why Good Things Happen to Good People (Por que coisas boas acontecem a pessoas boas), examinou os indícios de que ser gentil faz bem à saúde. Um estudo com 2.016 frequentadores de igrejas verificou que os que ajudavam os outros regularmente tinham mais saúde mental e menos depressão. Outros estudos constataram que as pessoas solidárias têm menos probabilidade de sofrer de doenças crônicas, e seu sistema imunológico tende a ser melhor. “Existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde nas pessoas gentis”, diz Post.

A gentileza talvez ajude a regular as emoções, o que causa impacto positivo sobre a saúde. Se nosso instinto biológico automático do tipo “lutar ou correr” ficar ativo demais por causa do estresse, o sistema cardiovascular é afetado e a imunidade do corpo enfraquece. “É difícil ficar zangado, ressentido ou amedrontado quando se demonstra amor altruísta pelos outros”, afirma Post.

O mundo está preparado para pessoas gentis?

A gentileza pode ser uma virtude, mas isso não quer dizer que seja fácil. Diego Villaveces decidiu realizar atos aleatórios de gentileza para com estranhos, inspirado por alguém que “teve uma vida dificílima mas, apesar disso, conseguiu manter a generosidade para com os outros”.

Villaveces deu entradas de cinema, vales-refeição e livros a estranhos nas ruas, mas provocou algumas reações esquisitas.

“Algumas pessoas se mostraram muito perplexas”, diz ele. “Muita gente fica sem graça ao receber presentes de estranhos. Algumas chegaram a devolvê-lo, dizendo que não queriam minha generosidade. Tive de aprender a aceitar e respeitar isso.”

Villaveces, 38 anos, que trabalha com marketing e mora em Sydney, na Austrália, com a mulher e os filhos, a cada ato gentil aleatório dá também um cartão, que pede ao destinatário para fazer uma boa ação para outra pessoa.

“Decidi que queria fazer algo mais pela humanidade”, afirma. “A gentileza pode criar uma onda significativa de mudanças à nossa volta.”

Ele criou um site para acompanhar o progresso dos cartões, mas admite que, até agora, a resposta tem sido modesta.

“Pensei que seria mais fácil levar os outros a participar, mas isso também faz parte do desafio, e eu o aceito.”

É justo dizer que, como descobriu Villaveces, há um certo nível de cinismo diante da gentileza. O rótulo de “bom samaritano” nem sempre é um elogio. Todos gostamos da ideia de sermos gentis, mas ao mesmo tempo os gentis não acabam sendo sempre os últimos? Agir pela bondade do coração vai diretamente contra a teoria da evolução pela “sobrevivência do mais apto”, segundo a qual os seres humanos são levados a competir pela vida de modo bastante egoísta.

Em 1968, os pesquisadores Bibb Latané e John Darley descobriram um fenômeno conhecido como “efeito do espectador”: quando alguém precisa de ajuda num lugar público, a probabilidade de ser ajudado é menor quanto mais gente houver em volta. Os pesquisadores acreditam que o efeito surge porque todo mundo imita o comportamento da maioria e pressupõe que algum outro assumirá a responsabilidade. Nas cidades grandes, as pessoas também não se sentem seguras para interagir com estranhos.

Gentileza X Egoísmo

Mas nada do que foi dito aqui explica por que somos gentis quando queremos ser. Rebecca Egan, 34 anos, fez um dos maiores sacrifícios possíveis por alguém que amava: doou um rim ao pai, de 57 anos. “Foi uma das decisões mais fáceis que já tive de tomar”, revela. Foi um profundo ato de gentileza, mas que ela sente que só faria por um ente querido.

“Não sei por que, mas acho que não doaria um rim a qualquer pessoa; provavelmente só pensaria em fazer isso por um parente”, admite. “Ao mesmo tempo, doar o rim ao meu pai ajudou outras pessoas, porque papai saiu da lista de espera de doadores e alguém pôde ocupar o seu lugar.”

O pai de Rebecca talvez possa agradecer à genética pela gentileza da filha. Um estudo de 2005 da Universidade Hebraica, em Israel, descobriu um vínculo entre a bondade e o gene que libera a dopamina, neurotransmissor que proporciona bem-estar. A pesquisa de Alan Luks, publicada em 1991 no livro The Healing Power of Doing Good (O poder curativo de fazer o bem), verificou que as pessoas que tinham atitudes gentis descreviam ter uma sensação física. Muitos disseram sentir-se mais cheios de energia, mais calorosos, mais calmos e com mais amor-próprio, fenômeno que ele cha­ma de “a onda de ajudar”.

Alguns cientistas dizem que, como só somos altruístas pelo bem do grupo e para sentir a descarga de dopamina, isso significa que, na verdade, a gentileza é egoísta. “Talvez, em algum nível, a maioria dos casos de altruísmo seja em proveito próprio”, diz Bill Von Hipple, professor de Psicologia da Universidade de Queensland.

“Que importância tem se a gentileza é egoísta?”, pergunta a escritora Catherine Ryan Hyde. Seu livro Pay It Forward (Pague depois) conta a história de um garoto angustiado que decide começar a pagar todas as boas ações que recebe praticando três boas ações a outras pessoas. O livro se transformou em filme (no Brasil, o filme chama-se Corrente do Bem)e provocou um movimento de gente dedicada ao bem na vida real. A iniciativa ilustra como a gentileza pode ser verdadeiramente altruísta: estranhos ajudam estranhos sem expectativa de ganho pessoal.

Ryan Hyde diz que não importa o que motiva as pessoas a doar; o que importa é que decidiram doar. “Se tanto quem ajuda quanto quem é ajudado se sente bem, parece-me um exemplo em que todos saem ganhando. Não há jeito errado de fazer uma gentileza.”

A recompensa não pode ser dinheiro

A gentileza tem outra semelhança com a felicidade: não pode ser comprada.

Segundo o professor Sam Bowles, os economistas costumam cometer o erro de achar que todos são inerentemente egoístas e que só fazem algo bom em troca de recompensa financeira ou para evitar multas. Mas o relatório de Bowles publicado em 2008 na revista Science mostra o contrário.

A pesquisa acompanhou seis creches que começaram a cobrar multa dos pais que se atrasavam para buscar os filhos. Depois das multas, a incidência de atraso dos pais duplicou. Um estudo semelhante também verificou que a probabilidade de mulheres doarem sangue é menor se forem pagas. Bowles acredita que ficamos ressentidos com a ideia de que nossos princípios possam ser comprados: preferimos fazer boas ações de graça. “Ser gentil nos dá prazer”, diz.

Ser gentil ou individualista é opção de cada um.

Um dos sinônimos de bondade é humanidade. Em essência, a bondade e a gentileza são o reconhecimento do fato de que todos somos humanos, o reconhecimento de que estamos juntos.

“Muito do que faz a vida valer a pena depende de que pelo menos alguns de nós sejamos altruístas de vez em quan­do”, diz Bowles. “Não podemos enfrentar problemas como a mudança climática global, a disseminação de doenças e a violência mundial apelando apenas para o individualismo.”

A boa notícia é que é fácil aprender a ser gentil. “Basta praticar mais atos de gentileza do que estamos acostumados, e de forma regular; por exemplo: cinco atos de gentileza toda segunda-feira”, diz Sonja Lyubomirsky.

A gentileza, portanto, é apenas uma questão de opção: é uma atitude que adotamos e que pode fazer diferença, ainda que pequena, na vida dos outros.

Diego Villaveces acredita que a gentileza tem de começar por dentro.

“Às vezes afastamos os outros de nós para nos sentirmos mais seguros, mas isso também nos isola do restante do mundo”, diz ele. “Todas as grandes religiões têm o amor como princípio universal. A gentileza leva o amor a um nível mais terno e acessível, com o qual a maioria se sente à vontade. Fazer o bem aos outros é reconhecer que todos à nossa volta são iguais a nós.”

Como ser gentil e altruísta

(Dicas do Diego Villaveces)

• Compre um saquinho de amendoim ou alguns bombons no supermercado e os dê a um morador de rua.
• Visite um asilo de idosos e passe uma hora jogando cartas com alguém que não recebe muitas visitas.
• Carregue a mala pesada de alguém que parece estar se esforçando muito para arrastá-la.
• Compre raspadinhas e distribua-as de graça e inesperadamente.
• No metrô ou no ônibus, ofereça seu lugar a outra pessoa, mesmo que seja alguém mais jovem ou em melhores condições físicas que você.
• Prepare um jantar para um amigo que está passando por dificuldades.

Crianças e gentileza

As crianças pequenas demonstram tendência para a gentileza antes mesmo de desenvolver a linguagem, de acordo com um estudo de 2006 publicado na revista Science. As crianças de 2 anos pegam objetos que os adultos deixam cair no chão para devolvê-los, mas só se a criança achar que o objeto não foi jogado de propósito.

Você pode ensinar seus filhos a serem gentis começando com o básico da educação:
•Lembre-os de dizer “por favor” e “obrigado”, e dê o exemplo.
•Aumente o sentimento de empatia encorajando-os a entender como os outros se sentem.
•Recompense a gentileza. Quando vir seu filho ajudando alguém, elogie-o.

Claire Buckis

 


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4)SER FELIZ OU TER RAZÃO

Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro.
Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda.
Ele tem certeza de que é a direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira a direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: “Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais”.
E ela diz: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite”.
Quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não.

 


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5) SER FELIZ

Você pode ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
E você pode evitar que ela vá a falência.

Há muitas pessoas que
precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse
de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade,
caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas,
relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar
força no perdão, esperança nas batalhas,
segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender
lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos,
mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena
viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da
própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manha pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples ,
que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar “eu errei”.
É ter ousadia para dizer “me perdoe”.
É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”.
É ter capacidade de dizer “eu te amo”.
É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro
de oportunidades para você ser feliz…
E, quando você errar o caminho, recomece,
pois assim você descobrirá que ser feliz
não é ter uma vida perfeita, mas usar
as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas
da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz,
pois a vida é um obstáculo imperdível,
ainda que se apresentem dezenas de fatores
a demonstrarem o contrário.

Augusto Cury

 


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