Ostentação nas mídias sociais gera muito mais que a famosa “vergonha alheia”.

Responda com toda a sinceridade:

O que você sente quando vê a foto do seu amigo, em um lindo dia de sol, na beira da praia comendo picolé com outros amigos enquanto você encara um dia de faxina pesada em sua casa?

Você pensa: “Shooow, parece divertido! Mas nada é melhor que um bom dia de faxina, adoro lavar louça, uhuul!!!”

Ou você fica se sentindo um infeliz de ter que faxinar a sua casa em um dia bonito de sol? Na verdade, você poderia até ter acordado animado por aquele dia ser ensolarado e ótimo para lavar algumas roupitchas mas, depois de comparar com uma tarde na praia, o seu dia parece miserável.

Pior ainda é ver outros amigos curtindo “la vida louca” no seu face: aí sim, parece que só você foi excluído das diversões da vida.

Essa infelicidade já foi até tema de estudo:

“Um estudo realizado em conjunto por duas universidades alemãs descobriu que uma em cada três pessoas sentiu-se pior e mais insatisfeita com a própria vida depois de visitar o facebook.”

E você sabe o que mais se encontra no face? Segundo a pesquisa abaixo é inveja:

“Pesquisadores da Universidade Humboldt, em Berlim, entrevistaram 357 universitários e descobriram que o principal sentimento despertado pela vida virtual é a inveja. Quase 30% relataram nutrir esse sentimento ao ver, no Facebook, posts sobre atividades de lazer dos amigos e indícios de sucesso de qualquer espécie (acadêmico, profissional, sexual). Mesmo os exibidos sentem inveja.”

Seguindo a pesquisa, os “exibidos” tem mais um problema além da inveja:  Cerca de  20% afirmaram chatear-se por sentir que sua própria ostentação não é notada suficientemente pelos amigos.

Mas, quando a gente está sendo “exibido” a intenção nem sempre é causar inveja. “Buscamos ser aceitos”, diz a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Nessa ânsia por aceitação expomos nossa vida além do que gostaríamos e ficamos cada vez mais obcecados pela aprovação alheia, sem conseguir desconectar.

E muitas vezes o tiro sai pela culatra: dificilmente seus amigos vão tecer comentários positivos e expressar algum tipo de admiração pela sua ostentação. Nas suas costas, não espere coisas como “uau, você viu que viagem legal do fulaninho para a Alemanha? Adorei todas as fotos: da mala de viagem ao prato de chucrute.” Nãooo caro amigo, eles vão te “fritar” e tirar um sarro.

É lamentável deixar de fazer o que se tem vontade exclusivamente pela opinião dos outros. Mas, também é lamentável fazer uma coisa exclusivamente pela opinião dos outros. E pior: ficar obcecado com isso.

Na preocupação com a ostentação você deixa de viver os momentos em sua plenitude: passa o tempo todo preocupado em tirar fotos e em números de curtidas, dando plantão dos seus passos e se expondo desnecessariamente. E para que mesmo? Gerar inveja?

As mídias sociais estão longe de serem só trevas: elas aproximam as pessoas e são uma ótima ferramenta para o debate de ideias. Mas, como tudo na vida, é recomendável usar com bom senso e moderação 🙂

Fontes das pequisas: O Globo, Istoe


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Comentários (1)
  1. Olá. Muito bom o texto. Me sinto assim ao usar o face e estou tentando parar, mas está sendo difícil. Gostaria de saber o nome do psicólogo que escreveu o artigo. Desde já agradeço! Abraço.

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