Quando a gente está conhecendo alguém que temos interesse romântico é normal fantasiar um relacionamento quase perfeito: momentos incríveis e nós sendo pessoas infinitamente melhores, tudo como em um filme de comédia romantica dos mais açucarados. Mas a vida não é uma montanha russa de emoções e as situações nunca correspondem as nossas expectavas. E passa o tempo lá estamos nós, sendo as mesmas pessoas que sempre fomos, reclamando de coisas pequenas e nos sentindo secretamente culpados por isso.

Mas na verdade não tem nada de errado em se incomodar com uma toalha molhada em cima da cama ou passar a tarde de domingo vendo filmes na tv.

A vida é a união de pequenos momentos, coisas minúsculas, detalhes. Das melhores as piores coisas. Por exemplo: O detalhe de sair mais cedo do trabalho, no horário de verão, e conseguir pegar um solzinho no parque…hmmm, é uma sensação gostosa, certo? Assim como o detalhe de bater o dedinho do pé na quina da mesa, raiva é pouco pra descrever a vontade de jogar aquele móvel pela janela.

Nos relacionamentos é a mesma coisa: temos momentos felizes e outros que também temos vontade de jogar nosso parceiro pela janela.

É tão natural discutir coisas da rotina da casa, como o exemplo da toalha molhada. Se você não reclamar dela, provavelmente vai precisar lavar a toalha de novo, ela pode ficar com cheiro ruim e mofar…é um detalhe importante na administração da casa. Claro que tem vários jeitos de chamar atenção pra algo que precisa ser melhorado mas os atritos banais são inevitáveis.

E é aí que muitos relacionamentos morrem, na realidade. As fantasias de momentos pra lá de emocionantes são esmagadas pela rotina da vida, coisas práticas que precisam ser resolvidas. Então começa o interesse de olhar pra outro amor, buscando colocar em prática todas as expectativas irreais que aprendemos nos filmes e novelas. Fantasiamos outras coisas com um protagonista diferente, que não conhecemos nadinha. Pegamos essa folha em branco e acrescentamos todas as qualidades que quisermos, como um amigo imaginário. Mas se escolhermos trocar de amor os mistérios vão acabar com o tempo e entraremos na mesma rotina…a verdade é que não da pra ficar sempre fugindo da realidade.

Será que o mais vantajoso é pular de relacionamento superficial para outro relacionamento superficial, sem aprendizado e laços? Um relacionamento duradouro é feito de menos ilusão e mais ação e realismo, é difícil, mas tem profundidade. É real.

Não existe um jeito certo de viver, cada um deve faze-lo da sua maneira. Mas pra quem deseja do fundo do coração um casamento duradouro é bom abrir mão da fantasia, aceitar e curtir a realidade. Entender que a felicidade e o amor moram na simplicidade de cada instante, e não em declarações extravagantes. Ele está lá, na louça lavada, em um carinho ou naquele olhar de cumplicidade.

Ter alguém todinho seu,  para segurar a sua mão quando tudo der errado. Isso vale mais do que qualquer fantasia que a gente possa vir a ter. 😉


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