Confira 3 textos que vão aumentar sua autoestima e cultivar o amor por si mesmo!

 

1) A ESCOLHA É SUA

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.

Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis sérias e bem situadas como você.

Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.

Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode ouvir o seu coração e viver intensamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.

Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.

Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.

Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.

Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, você é quem decide o tipo de Vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.

Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou e que, portanto não há mais nada a fazer, ou a um futuro que ainda não veio e que, portanto não lhe permite fazer nada.

Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.

Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.

Você pode celebrar a Vida e a Deus que o criou, ou celebrar a morte, aterrorizado com a idéia de pecado e punição.

Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer- se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.

Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender nada mais.

Você pode ser feliz com a Vida como ela é, ou passar o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A ESCOLHA É SUA.
E o importante, é que você sempre tem escolha.

Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar o peso das escolhas que fizer.

 Autoestima

2) VIVER

Impossível atravessar a vida…
Sem que um trabalho saia mal feito,
Sem que uma amizade cause decepção,
Sem padecer com alguma doença,
Sem que um amor nos abandone,
Sem que ninguém da família morra,
Sem que a gente se engane em um negócio.
Esse é o custo de viver.
O importante não é o que acontece,
Mas, como você reage.

Você cresce quando não perde a esperança,
Nem diminui a vontade, nem perde a fé.
Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
Quando aceita o que deixa para trás,
Construindo o que tem pela frente
E planejando o que está por vir.

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho,
Assimila experiências…
E semeia raízes…

Cresce quando se impõe metas,
Sem se importar com comentários.
Cresce quando é forte de caráter,
Sustentado por sua formação,
Sensível por temperamento…

E humano por nascimento!
Cresce ajudando a seus semelhantes,
Conhecendo a si mesmo e
Dando à vida mais do que recebe.
E assim se cresce…

 

Autoestima

3) SOBRE A VERGONHA DE SI MESMO

Quem já não sentiu vergonha de si mesmo? Uma sensação de ter sido flagrado fazendo algo que não é aceitável. Secretamente, sabemos que falhamos onde não imaginávamos errar. Em nosso interior, escutamos uma voz que nos diz ser inadmissível agirmos assim. A reparação do erro nos ajuda a aliviar a vergonha. Mas se nos deixarmos levar por este sentimento de profunda inadequação, vamos correr o risco de nos distanciarmos de nós mesmos. Quando a vergonha surge, queremos fugir e nos esconder. No entanto, será justamente ao encará-la que ela poderá desaparecer!

Buscamos nos esconder porque estamos tentando nos proteger de uma eventual punição. Quanto maior o medo da punição, maior o sentimento de vergonha. Se continuarmos fugindo e não encararmos a vergonha, passaremos, sem nos dar conta, a evitar toda situação que nos remeta a sentir vergonha. Como resultado, aos poucos, nos sentiremos tímidos e frágeis sem saber o porquê.

A vergonha de si mesmo é, portanto, um sintoma de não-aceitação de uma auto-imagem. Sofremos de um contínuo sentimento de não sermos ainda quem deveríamos ser. Em outras palavras, sentiremos vergonha enquanto não desenvolvermos a habilidade de reconhecer e aceitar, com compaixão, nossos próprios limites.

Para não ficarmos presos à cobrança interior, podemos nos conscientizar de que a atitude de identificar nossas falhas faz parte, simplesmente, de qualquer processo de crescimento interior. No entanto, se não estivermos comprometidos com a decisão de evoluir internamente, reconheceremos nossas falhas como uma sentença de condenação: Se não sou capaz, jamais serei.

O psicoterapeuta budista Mark Epstein escreve, em seu livro Continuar a Ser (Ed. Gryphus): O grosso da minha função em psicoterapia consiste em trabalhar com esse sentimento de ‘Eu não sou’ de uma forma ou de outra. É o principal bloqueio psicológico a uma realização espiritual.

Enquanto não reconhecermos nossos limites, estaremos tentando nos enganar. Perceber nossos erros e limitações é, portanto, um modo de parar de nos enganar. Por isso, na próxima vez em que você sentir vergonha, procure parar para escutar o que você se diz enquanto se sente mal. Serão frases indicadoras das áreas onde temos receio de perder a admiração por nós mesmos. Quem já não se decepcionou por ter se colocado numa determinada situação que o fez se sentir frágil e indefeso?

A vergonha é uma tentativa de não olharmos para nossas fragilidades, pois em nosso sistema de crença interior, acreditamos ser incapazes de lidar com elas. Quando nos sentimos insuficientes, sentimos vergonha. O sentimento de não-ser quem deveria ser surge, neste momento, de forma maciça.

Todos nós carregamos nosso ideal de Ego: uma esperança de autogratificação por meio da auto-admiração. Quem esperamos ser para, então, sermos felizes? Isto é, o que reforça nosso sentimento interior de potência e auto-realização?

Nossa capacidade de auto-admiração nos ajuda a encontrar inspiração e força para seguir adiante em nossas realizações. É importante, portanto, nutrirmos continuamente a admiração por nossas capacidades. Mas, se ficarmos presos à necessidade de apenas nos auto-admirarmos, estaremos nos condenando a sentir vergonha a todo o momento!

Aceitar a não-aceitação de si mesmo é o antídoto da vergonha. Portanto, o melhor é começar por aceitar o ponto onde nos encontramos.

A monja budista Pema Chödrön, em seu livro Comece onde você está (Ed. Sextante), sugere a prática de meditação Tonglen como método para nos ajudar a entrar em contato com a abertura e suavidade do próprio coração.

Nesta prática, iremos inspirar uma fumaça negra, e convidar para nosso interior todo e qualquer sentimento de vergonha, o nosso próprio e dos outros, e, ao expirar, emanaremos luz e calor para onde quer que haja este mesmo sentimento de vergonha.

Pema Chödrön escreve: Protegemos nosso coração com uma armadura tecida com o hábito muito arraigado de afastar a dor e agarrar o prazer. Quando começamos a inspirar a dor, em vez de afastá-la, passamos também a abrir nosso coração ao que é indesejável. Nosso relacionamento direto com as áreas de nossa vida de que não gostamos ventila o ambiente abafado do ego. Da mesma maneira, quando abrirmos nosso coração trancado e deixamos sair o que é agradável, irradiando para o exterior e compartilhando, também reverteremos completamente a lógica do ego, o que significa reverter a lógica do sofrimento.

Quando adquirirmos uma maior aceitação de nossa auto-imagem iremos aceitar melhor também os limites alheios. Em outro trecho do mesmo livro, Pema Chödrön escreve: Se estivermos dispostos a deixar de lado o enredo pessoal, sentiremos exatamente o que os outros seres humanos sentem. Todos nós compartilhamos os mesmos sentimentos. Nesse sentido, se fizermos a prática de forma pessoal e autêntica, ela despertará nossa sensação de afinidade com todos os seres humanos.

Numa palestra em Milão, o mestre budista Lama Michel Rimpoche nos levou fazer a seguinte pergunta: O que de fato me fez sofrer nestes últimos anos?. Em seguida disse: Não precisamos ser apenas o resultado de nossos hábitos, podemos ser algo a mais, sair do automatismo e ser livres deles. Esse é o verdadeiro modo de ser generoso consigo mesmo, oferecer-se um novo olhar.


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