Fábulas curtinhas com MORAL

Lindas fábulas curtinhas com moral surpreendente.
Lindas fábulas curtinhas com moral surpreendente.

1. O Cavalo e o seu Tratador

Um zeloso e dedicado empregado de uma cocheira, costumava passar horas, e as vezes dias inteiros, limpando e escovando o pelo de um cavalo que estava sob seus cuidados.

Agindo assim, passava para todos a impressão de que era gentil para com o animal, que se preocupava com o seu bem estar.

Entretanto, ao mesmo tempo que o acariciava diante de todos, sem que ninguém suspeitasse, roubava a maior parte dos grãos de aveia destinados à alimentar o pobre animal, e os vendia às escondidas para obter lucro.

Então o cavalo se volta para ele e diz:

“Acho apenas que se o senhor de fato desejasse me ver em boas condições, me acariciava menos e me alimentava mais…”

Moral da História:
As virtudes declaradas publicamente não passam de vitrines bem cuidadas para acobertar as segundas intenções dos hipócritas…

Esopo

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2. O Morcego e a Doninha

Um Sábio não transforma uma solução em outro problema…

Um Morcego desajeitado caiu acidentalmente no ninho de uma Doninha, que, com um bote certeiro o capturou.

Atemorizado, o Morcego pediu que esta lhe poupasse a vida, mas a Doninha não queria lhe dar ouvidos.

“Você é um Rato,” ela disse, “e Eu sou, por natureza, inimiga dos Ratos. Cada Rato que pego, evidentemente, me serve de jantar, essa é a lei…”

“Mas, a senhora veja bem, eu definitivamente, não sou um Rato…” tentou se explicar o infeliz Morcego. “Veja minhas asas. Você já viu um Rato que é capaz de voar? Claro que sou apenas um tipo de pássaro, de uma variedade, podemos afirmar, um tanto quanto exótica. Por favor me deixe ir embora…”

A Doninha, olhando melhor para sua vítima, concordou que ele não era um Rato e o deixou ir embora. Mas, alguns dias depois, o mesmo atrapalhado Morcego, cegamente, caiu outra vez no ninho de outra Doninha.

Ocorre que Esta Doninha era inimiga declarada de todos os pássaros, e logo que o tinha em suas garras, preparou-se para abocanhá-lo.

“Você é um pássaro,” ela Disse, “por isso mesmo o comerei…”

“O que?”, exclamou o Morcego, “Eu, um pássaro! Isso é quase um insulto. Todos os pássaros possuem penas! Cadê minhas penas, você é capaz de vê-las? Claro que não sou nada além de um simples Rato. Tenho até um lema que é: Abaixo todos Gatos!”

E o Morcego teve sua vida poupada pela segunda vez.

Moral da História:
A flexibilidade é a virtude dos Sábios…

Esopo

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3. Muito fanfarrão, pouca ação…

Os Ratos resolveram organizar um conselho para decidir qual seria a melhor alternativa, para que eles pudessem saber com antecedência, quando o inimigo deles, nesse caso o Gato, estava por perto.

E Dentre as muitas ideias que foram apresentadas, uma delas, que logo foi aprovada por todos, considerava que, um sino deveria ser pendurado no pescoço do Gato.

Assim, ao escutarem o tilintar do mesmo, todos poderiam correr a tempo para seus buracos. Além de ser do agrado de todos aquele extraordinário plano, por aclamação, ficaram extasiados com tão criativa e objetiva solução.

E eis que um velho e sábio Rato ali presente, então questionou: “Meus amigos, percebo que o plano é realmente muito bom. Mas, quem dentre nós irá prender o sino no pescoço do Gato?”

E, nesse momento, nenhum voluntário se fez presente…

Moral da História:
Dizer o que deve ser feito é uma coisa, fazê-la, entretanto, é “coisa” muito diferente…

Esopo

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4. o Leão e o Inseto

Não existe Superioridade permanente, apenas uma aparente e temporária Vantagem…

Um inseto se aproximou de um Leão, e sussurrando em seu ouvido, disse: “Não tenho nenhum medo do Senhor, nem acho que o Senhor seja mais forte que eu. Se o Senhor duvida disso, eu o desafio para uma luta, e assim, veremos quem será o vencedor.”

E voando rapidamente sobre o Leão, deu-lhe uma ferroada no nariz. E sucedeu que, enquanto o Leão tentava pegá-lo com as garras, apenas atingia a si mesmo, ficando assim bastante ferido, e por fim, deu-se por vencido.

Desse modo o Inseto venceu o Leão, e entoando com seu zumbido o mais alto que podia uma canção que simbolizava sua vitória sobre o Rei dos animais, foi embora cheio de orgulho, com ares de superioridade, relatar seu grande feito para o mundo.

Mas, na ânsia de voar para longe e rapidamente espalhar a notícia, por descuido, acabou preso numa teia de aranha.

Então se lamentou Dizendo: “Ai de mim, eu que sou capaz de vencer a maior das feras, fui vencido por uma simples e insignificante Aranha…”

Moral da História:
Quase sempre, Não é o maior dos nossos inimigos que é o mais perigoso…

Moral da História 2:
A vitória que glorifica a desventura de um perdedor, não passa de uma grande e efêmera ilusão…

Esopo

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5. O VELHO CÃO DE CAÇA

Houve um velho cão de caça que tinha trabalhado muito durante longos anos; estava velho, cansado e doente. Mas seu dono insistia em levá-lo para caçar.
Aconteceu que durante uma exaustiva caçada pelas montanhas, o velho cão conseguiu apanhar um grande veado; agarrou-o por uma das patas, mas seus dentes já velhos e estragados não conseguiram segurar o ágil animal.
Desesperado, o dono ficou furioso e começou a bater com chicote no pobre cão. O fiel animal disse-lhe tristemente:
– Senhor, tenha piedade! não bata no seu antigo servo; eu de boa vontade continuaria a servir-lhe como antes, mas estou velho e faltam-me forças. Se hoje não sou de grande utilidade, lembre-se dos bons tempos em que lhe prestei todos os serviços solicitados.
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MORAL DA HISTÓRIA
Hoje muitas pessoas desprezam os velhos pela sua fraqueza e falta de energia. Não é justo que se esqueçam dos bons tempos que dedicaram ao trabalho em benefício da família e da sociedade.

Esopo

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6. A Mulher que Possuía uma Galinha

Uma mulher possuía uma galinha, que todos os dias, milagrosamente, pontualmente, sem falta, botava um ovo.

Ela então pensava consigo mesma, como poderia fazer para obter, ao invés de um, dois ovos por dia.

Assim, disposta a atingir seu objetivo, decidiu alimentar a galinha com uma porção de ração reforçada, o dobro da medida diária.

A partir daquele dia, a galinha, que comia sem parar, tornou-se gorda e preguiçosa, e nunca mais botou nenhum ovo.

Moral da História:
É Melhor uma migalha por dia que um dia sem migalha…

Esopo

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7. O Gato e a Raposa

É inútil o Grande conhecimento sem discernimento…

Certa vez, um Gato e uma Raposa resolveram viajar juntos. Ao longo do caminho, enquanto caçavam para se manter, um rato aqui, uma galinha ali, entre uma mordida e outra, conversavam sobre as coisas da vida.

E, como sempre acontece entre companheiros, especialmente numa longa jornada, a conversa entre eles logo se torna uma espécie de disputa de Egos.

E os ânimos se exaltam quando cada um trata de promover, defender e exaltar, suas qualidades pessoais.

Pergunta então a Raposa ao Gato:

“Acho que você se acha muito esperto não? Você deve até achar que sabe mais do que eu. Sim, porque eu conheço tantos truques que nem sou capaz de contá-los…”

“Bem,” retruca o Gato, “Admito que conheço apenas um truque, mas este, deve valer mais que todos os seus!”

Nesse momento, eles escutam, ali perto, o apito de um caçador e sua matilha de cães que se aproximam. O Gato deu um salto e subiu na árvore se ocultando entre as folhas.

“Este é meu truque,” ele disse à Raposa. “Agora deixe-me ver do que você é capaz…”

Mas, a Raposa tinha tantos planos para escapar, que não sabia qual deles escolher. Ela correu para um lado e outro, e os cachorros em seu encalço. Ela duplicou suas pegadas tentando despistá-los; ela aumentou sua velocidade, se escondeu em dezenas de tocas, mas foi tudo em vão. Logo ela foi alcançada pelo cães, e assim, toda sua arrogância e truques se mostraram inúteis.

Moral da História:
O Bom senso é sempre mais valoroso que a astúcia…

Esopo

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8. O Leão e os Três Touros

Quatro mãos produzem mais que duas…
Um Leão, escondido no mato, espreitava-os na esperança de fazer deles seu jantar, mas tinha receio de atacá-los enquanto estivessem em grupo.

Desse modo, resolveu arquitetar um malicioso plano. Assim, passado algum tempo, por meio de ardilosas e traiçoeiras palavras e muitos mexericos que espalhou entre eles, acabou por conseguir criar no grupo, um desfavorável clima de discórdia, até finalmente separá-los.

Assim, desfeito o grupo por conta do desentendimento, tão logo eles pastavam sozinhos, atacou-os sem medo algum. E um após outro, foram sendo devorados, sempre que ele sentia fome.

Moral da História:
União é força…

Esopo


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