As mais lindas fábulas infantis você encontra aqui! Lindas historinhas com mensagens emocionantes, espia:

 

1. O Vento e o Sol

O vento e o sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte.
De repente, viram um viajante que vinha caminhando.
– Sei como decidir nosso caso. Aquele que conseguir fazer o viajante tirar o casaco, será o mais forte. Você começa!- propôs o sol, retirando-se para trás de uma nuvem.
O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais o homem ajustava o casaco ao corpo. Desesperado, então o vento retirou-se.
O sol saiu de seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre o homem, que logo sentiu calor e despiu o paletó.

O amor constrói, a violência arruina

Esopo

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2. A Raposa e as Uvas

Uma raposa passou embaixo de uma parreira carregada de lindas uvas.
Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas.
Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu.
Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:
— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes,mesmo…

É fácil desdenhar daquilo que não se alcança

Esopo

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3. As Fadas

Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas.
A mais velha se parecia tanto com ela, no humor e de rosto, que quem a via, enxergava a própria mãe. Mãe e filha eram tão desagradáveis e orgulhosas que ninguém as suportava.
A filha mais nova, que era o retrato do pai, pela doçura e pela educação, era, ainda por cima, a mais linda moça que já se viu.
Como queremos bem, naturalmente, a quem se parece conosco, essa mãe era louca pela filha mais velha. E tinha, ao mesmo tempo, uma tremenda antipatia pela mais nova, que comia na cozinha e trabalhava sem parar como se fosse uma criada.
Tinha a pobrezinha, entre outras coisas, de ir, duas vezes por dia, buscar água a meia légua de casa, com uma enorme moringa, que voltava cheia e pesada.
Um dia, nessa fonte, lhe apareceu uma pobre velhinha, pedindo água:
– Pois não, boa senhora – disse a linda moça.
E, enxaguando a moringa, tirou água da mais bela parte da fonte, dando-lhe de beber com as próprias mãos, para auxiliá-la.
A boa velhinha bebeu e disse:
– Você é tão bonita, tão boa, tão educada, que não posso deixar de lhe dar um dom .Na verdade, essa mulher era uma fada, que tinha tomado a forma de uma pobre camponesa para ver até onde ia a educação daquela jovem.
– A cada palavra que falar – continuou a fada -, de sua boca sairão uma flor ou uma pedra preciosa.
Quando a linda moça chegou a casa, a mãe reclamou da demora.
– Peço-lhe perdão, minha mãe – disse a pobrezinha -, por ter demorado tanto.
E, dizendo essas palavras, saíram-lhe da boca duas rosas, duas pérolas e dois enormes diamantes.

– O que é isso? – disse a mãe espantada -, acho que estou vendo pérolas e diamantes saindo da sua boca. De onde é que vem isso, filha? Era a primeira vez que a chamava de filha.
A pobre menina contou-lhe honestamente tudo o que tinha acontecido, não sem pôr para fora uma infinidade de diamantes.
– Nossa! – disse a mãe -, tenho de mandar minha filha até a fonte.
– Filha, venha cá, venha ver o que está saindo da boca de sua irmã quando ela fala; quer ter o mesmo dom? Pois basta ir à fonte, e, quando uma pobre mulher lhe pedir água, atenda-a educadamente.
– Só me faltava essa! – respondeu a mal-educada- Ter de ir até a fonte!
– Estou mandando que você vá – retrucou a mãe -, e já.
Ela foi, mas reclamando. Levou o mais bonito jarro de prata da casa.
Mal chegou à fonte, viu sair do bosque uma dama magnificamente vestida, que veio lhe pedir água.
Era a mesma fada que tinha aparecido para a irmã, mas que surgia agora disfarçada de princesa, para ver até onde ia a educação daquela moça.
– Será que foi para lhe dar de beber que eu vim aqui? – disse a grosseira e orgulhosa. – Se foi, tenho até um jarro de prata para a madame! Tome, beba no jarro, se quiser.
– Você é muito mal-educada – disse a fada, sem ficar brava.
– Pois muito bem! Já que é tão pouco cortês, seu dom será o de soltar pela boca, a cada palavra que disser, uma cobra ou um sapo.
Quando a mãe a viu chegar, logo lhe disse:
– E então, filha?
– Então, mãe! – respondeu a mal-educada, soltando pela boca duas cobras e dois sapos.
– Meu Deus! – gritou a mãe -, o que é isso? A culpa é da sua irmã, ela me paga. E imediatamente ela foi atrás da mais nova para espancá-la.
A pobrezinha fugiu e foi se esconder na floresta mais próxima.
O filho do rei, que estava voltando da caça, encontrou-a e, vendo como era linda, perguntou-lhe o que fazia ali tão sozinha e por que estava chorando.
– Ai de mim, senhor, foi minha mãe que me expulsou de casa.
O filho do rei, vendo sair de sua boca cinco ou seis pérolas e outros tantos diamantes, pediu-lhe que lhe dissesse de onde vinha aquilo.
Ela lhe contou toda a sua aventura. O filho do rei apaixonou-se por ela e, considerando que tal dom valia mais do que qualquer dote, levou-a ao palácio do rei, seu pai, onde se casou com ela.
Quanto à irmã, a mãe ficou tão irada contra ela que a expulsou de casa.

Moral da História
Se diamantes e dinheiro têm
Para as pessoas valor,
Mais valor têm as palavras
E, mais que valor, resplendor.
Charles Perrault

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4. A Vaca que Pôs um Ovo

Mimosa era uma vaca, que um belo dia começou a ficar muito triste e deprimida. As suas amigas galinhas começaram a notar que Mimosa andava tristonha, quietinha, diferente de todos os outros dias.

– O que aconteceu, Mimi? – Cacarejaram suas amigas.

– Aconteceu que eu não sei fazer nada de especial. – Disse a vaquinha.

– Especial?! Como assim? – Perguntaram curiosas as galinhas.

– Eu não sei andar de bicicleta como as outras vacas.

As galinhas olharam curiosas e abriram um pouquinho o bico. Elas não sabiam que as vacas andavam de bicicleta.

– Andam sim! – Respondeu Mimosa. – Só eu é que não sei andar.

E Mimosa continuou:

– Eu não sei plantar bananeiras como as outras vacas.

As galinhas olharam assustadíssimas e abriram todos os seus biquinhos. Elas não sabiam que as vacas podiam plantar bananeiras.

– Podem sim! – Respondeu Mimosa. E concluiu com um suspiro:

– Eu não sei fazer nada de especial mesmo…

Naquela noite, enquanto Mimosa dormia, as galinhas reuniram-se e cacarejaram baixinho. Elas tinham que encontrar uma solução para a amiga. Não queriam ver Mimosa tão triste pelos cantinhos da quinta. Cacareja que cacareja. Pensa que pensa. Até que uma delas teve uma ideia. Os rostos de todas as galinhas iluminaram-se, e foram dormir.

Na manhã seguinte, bem cedinho, quando Mimosa acordou, apanhou um susto:

– UM OVO! EU PUS UM OVO!

A bicharada inteira acudiu, assustada que estava com aquela gritaria.

Era verdade: no sítio onde Mimosa dormia estava em pé, direitinho, um lindo ovo malhado de branco com preto. Um ovo malhado igualzinho à Mimosa.

O dono da quinta ouviu a gritaria e saiu a correr. A mulher do dono da quinta chamou a rádio, a televisão, o jornal e anunciou a todos: uma vaca da sua quinta tinha posto um ovo!!!

Mimosa toda contente olhava para o ovo com o maior orgulho.  As vacas da fazenda, desconfiadas do que tinha acontecido, cercaram Mimosa e disseram em coro:

– Mimi! Estamos muuuuuuuito desconfiaaaaaadas do que aconteceu!

– Ui! Desconfiadas por quê? – Perguntou Mimosa.

– Ora, Mimiiiii! As vacas não põem oooovos!  Quem põe ovos são as galiiiiiiinhas!

Mimi ficou triste de novo. Seria verdade? Seria verdade que seu ovo malhadinho tinha sido uma armação das amigas galinhas?

– Não acredite, Mimi! Não fomos nós não! – Disseram as galinhas todas ofendidas com a acusação das outras vacas.

Mimi começou a ficar triste de novo…mas pensou que as galinhas podiam estar a dizer a verdade e resolveu, resolveu que iria chocar o ovo como as galinhas fazem.

Preparou um ninho fofinho e quentinho e sentou com todo o cuidado em cima do ovo malhado.

Sentou e esperou. Todos na fazenda ficaram curiosos. E todos esperaram.

Muito tempo se passou. Até que um dia, de repente, Mimosa ouviu um barulhinho estranho. CREC!!! CREC!!! E todos gritaram: Vai nascer !!!! Mimosa ficou olhando e viu que o ovinho estava rachando.

Mais alguns crecs depois, o ovo abriu. E de dentro dele saiu … uma bolinha de … penas!

– Viu só, Mimiiii!  Foram as galiiiiinhas que o colocaram aí dentro!

Mimosa já ia ficar triste de novo, quando o pintainho olhou para todos à volta, virou a cabecinha na direção de Mimi e gritou em alto e bom som:

– MUUUUUUUUU!!!

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5. O Asno e o Cavalo

Um asno, de passo tardo,
mal podendo suportar
o pesadíssimo fardo
que tinha de carregar,
pediu ao Cavalo:
– Amigo, podes dividir comigo
a carga que mal suporto?
Se assim continuar,
muito em breve estarei morto.
O Cavalo respondeu:
– Com isso pouco me importo.
Sem demora, o Asno morreu.
Então o dono dos dois
transferiu para o Cavalo
todos os sacos de arroz.
E foi assim que um esperto
acabou bancando o otário
e pagou um alto preço
porque não foi solidário.

La Fontaine

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6. a sabe tudo

Sabe-tudo era o apelido pelo qual todos os habitantes do bosque conheciam a tartaruga. Quem tivesse algum problema a resolver ou dúvida para esclarecer era só ir à casinha da Sabe-tudo, para ver seu caso resolvido.

Para dizer a verdade, a tartaruga passava as suas horas livres consultando livros e enciclopédias. Interessava-se por todos os temas existentes e por existir. Que curiosidade insaciável tinha ela!

– Desculpe-me, tartaruga, mas eu estava interessada em conhecer a ilha de Ceilão e… Diz timidamente a raposa.

– … E não consegue encontrar a resposta, não é verdade? Bem, não se preocupe que já lhe explico, querida amiga, responde a tartaruga, com sua tradicional amabilidade. Vejamos. A ilha de Ceilão está situada no Oceano Índico, ao sul da Península Indostânica ou da atual Índia. Esclarecida a dúvida?

– Oh, obrigada, obrigada, Sabe… Quer dizer, amiga tartaruga! Responde embaraçada a raposa.

A Sabe-tudo sorri compreensiva. É claro que conhece a alcunha que os seus vizinhos lhe puseram. Isso não a incomoda, pois adivinha o sentimento de admiração que se esconde por trás dela.

Os anos passam e os conhecimentos da tartaruga tornam-se imensos, a tal ponto que ela começa a tornar-se exigente e crítica com os seus vizinhos. Com mania de perfeição, torna insuportável a vida dos outros. De uma amiga brilhante e admirada por todos converte-se em uma criatura amarga e insatisfeita que, além disso, recebe a hostilidade de quem a rodeia.

A modéstia é uma virtude muito necessária, sobretudo para aqueles superdotados, que se destacam pelo seu próprio brilho. Sem a modéstia, o conhecimento é inútil, pois não será repartido com os outros que o têm em menor quantidade.

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7. Os Burros Espertos

Dizem que os burros são tolos. Mas não devemos acreditar totalmente nisso. Essa história nos mostra que nem sempre é assim.

Um lavrador tinha dois burros. Para que não fugissem, resolveu amarrá-los em uma só corda, cada um em uma extremidade. Depois de algum tempo, os dois começaram a sentir fome. A comida estava perto. Grandes montes de feno estavam ao alcance de sua visão. Os dois tentaram chegar até eles. A corda era muito curta e, puxando cada qual para o seu lado, nenhum dos dois conseguia alcançar o seu monte de feno. Então compreenderam que o melhor era sentar e dialogar. Talvez juntos conseguissem encontrar uma solução.

Assim o fizeram. Durante um bom tempo, estiveram a dar voltas ao assunto, sem conseguir encontrar um jeito de chegar ao feno. Por fim, disse um deles:

– Vamos ver! Nós dois estamos com fome. A corda que nos une é muito curta e não podemos ir cada um para o seu lado. Por que não vamos juntos para o primeiro monte de feno? Assim, ambos poderíamos comer dele e depois provar o segundo. Dessa forma, comeríamos a quantidade habitual.

– Boa idéia! admitiu seu companheiro.

Pondo em prática a sugestão, banquetearam-se ambos, apesar da corda com que haviam sido amarrados. Mostraram, dessa forma, que os burros não são tão burros quanto parecem.

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8. O Professor Golfinho

O professor golfinho era sábio e tolerante. Achava que os castigos não davam resultado e preferia sempre convencer os alunos da necessidade de estudar a sério. Mas os alunos não lhe prestavam a menor atenção, habituados como estavam aos castigos e ameaças. O professor golfinho sofria com isso mas não dizia nada. Nunca se chateava nem se queixava.

As travessuras durante a aula aumentavam cada vez mais. Uma tarde, o ursinho quis pregar um belo susto à esquilinha. Levantou-se de sua carteira sem pedir autorização ao professor e, quando já estava se aproximando de sua colega, tropeçou em um armário, fazendo com que este caísse em cima da cabeça do professor golfinho. O professor teve de ficar ausente da classe por vários dias, e foi contratado para substituí-lo o professor atum, que era conhecido em todo o oceano por sua severidade. Castigava a turma inteira pelo menor deslize de qualquer aluno. Eles chegavam à casa, todos os dias, com atraso de duas horas.

– O primeiro que ousar fazer patifaria, leva quarenta reguadas e é expulso do colégio! costumava dizer o professor atum.

Como era de se esperar, todos os alunos da turma tinham saudades do professor golfinho. Mal podiam esperar que retornasse às aulas. Chegaram a se comprometer com ele que iriam portar-se muito bem e que estudariam muito.

Quando se restabeleceu, o professor golfinho voltou para sua turma, que chegou a ser a mais brilhante e estudiosa de toda a escola. O professor tinha demonstrado que a tolerância e a persuasão são sempre preferíveis aos castigos. Todos reconheceram, afinal, que seu método de ensino, baseado no amor e na tolerância davam muito bons resultados.

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9. O Ursinho e o Mel

O ursinho era louco por mel. Se dependesse dele, comeria todo o mel que existe no mundo. Passava o dia inteiro a meter o focinho em colméias, onde o mel estava armazenado pelas abelhas. Sua mãe não parava de avisá-lo:

– Ursinho, não se meta onde não é chamado, se não um belo dia você vai levar um ferroada.

O ursinho não dava importância às sábias palavras de sua mãe. Sua vontade de comer mel era maior que tudo. Assim, ele continuava a farejar de colméia em colméia. As abelhas eram bondosas, e até compreendiam o bom gosto do ursinho. Mas, na verdade, o travesso já estava abusando, pois comia num instante grande quantidade de mel, que as abelhas levavam tempo para fazer com esforço.

Finalmente, quando elas perceberam que com bons modos não conseguiam dissuadi-lo da sua gula, decidiram dar-lhe uma lição. Uma forte ferroada no nariz… e o ursinho cheio de dores desatou a correr pelo prado, em direção à casa.

O ursinho guloso passou dois dias de cama, sofrendo dores no nariz.

– Bem que eu havia avisado, ursinho! Mas você não me obedeceu… dizia a mãe, pesarosa pela teimosia do filho.

Onde as palavras não chegam, uma forte ferroada resolve. Não é verdade, amiguinho?


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