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Fábulas INTELIGENTES com moral

Lindas e sábias fábulas inteligentes, curtinhas e com a moral da história. Espia:
Lindas e sábias fábulas inteligentes, curtinhas e com a moral da história. Espia:

1. Arrogância

Dois galos estavam, disputando em feroz luta pelo direito de comandar a chácara. Por fim um pôs o outro para correr.

O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num lugar sossegado.

O vencedor, voando até o alto de um muro, bateu as asas e exultante cantou com toda sua força.

Uma Águia que pairava ali perto lançou-se sobre ele, e com um bote certeiro levou-o preso em suas poderosas garras.

O Galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou absoluto livre de disputa.

Moral da História 1:
O Orgulho leva antes à Destruição.

2. Discussões

Um viajante alugou um Burro de carga que o conduziria a uma distante localidade.

Mas, como o dia muito quente, com o sol brilhando com singular intensidade, o viajante resolveu parar para se refrescar e descansar um pouco, e para isso procurou abrigo sob a sombra do animal.

Entretanto, como só havia lugar para uma pessoa debaixo do animal, e como, tanto o viajante quanto o dono do Asno reinvidicavam para si aquele espaço, uma violenta discussão surgiu entre os dois.

E cada um se achava no direito de ter exclusividade para usufruir da sombra.

O dono defendia que ele alugara apenas o asno e não a sua sombra. O viajante entendia que ele, ao alugar o animal, tinha direito a ambos, animal e sombra.

A disputa passou de palavras para agressões, e enquanto ambos brigavam ferozmente, o Asno fugiu em disparada para longe.

Moral da História 1:
Numa discussão em torno de um detalhe, frequentemente nos desviamos do assunto principal…
Moral da História 2:
Num debate em torno de um problema coletivo, o importante não é quem está com a razão, e sim aquilo que é mais sensato para todos…

3. Tirania

Um lobo, encontrando com um filhote de ovelha desgarrado do seu rebanho, decidiu mudar de tática, e não apenas demonstrar um comportamento não violento ao tratar com ele, mas encontrar alguns argumentos que justificassem o motivo pelo qual aquele cordeiro, por direito, deveria, por ele ser devorado.

 

“Ah seu tratante, lembro que no ano passado, de forma grosseira, você me insultou…”

“Isso não é possível”, respondeu o cordeiro com voz embargada, “no ano passado eu sequer havia nascido…”

Então replicou o Lobo: “Você se alimentou do meu pasto…”

“Não, meu bom senhor”, replicou o cordeiro, “nessa época eu sequer havia provado grama…”

Outra vez disse o Lobo: “Você bebeu água do meu poço…”

“Não,” exclamou o cordeiro, “eu ainda não bebia água, uma vez que o leite de minha mãe servia de alimento e água para mim…”

Nesse momento o Lobo pulou sobre ele atacando-o, e disse:

“Bem, eu não vou ficar sem alimento apenas porque você refuta cada motivo que eu apresento…”

Moral da História 1:
O tirano sempre vai encontrar um argumento capaz de justificar sua tirania…

4. Incerto

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne que acabara de conseguir, ao cruzar uma ponte sobre um riacho de águas límpidas, de repente, vê sua imagem refletida na água.

 

Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.

Ele não pensa duas vezes, e depois de deixar cair no riacho o pedaço que carregava à boca, ferozmente se atira sobre o animal refletido na água. Seu objetivo é simples, tomar do outro, aquela porção de carne que julga ter o dobro do tamanho da sua.

Agindo assim, ele acaba perdendo a ambos. Aquele que tentou pegar na água, já que se tratava apenas de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza acaba por levar para longe, muito além do seu alcance.

Moral da História 1:
É um tolo e duas vezes imprudente aquele que desiste do certo pelo incerto…
Moral da História 2:
Mais vale uma migalha no prato que um prato cheio no mato…

5. Imitações

Caminhavam dois burros, um com uma carga de açúcar, outro com uma carga de esponjas.

Dizia o primeiro:
– Caminhemos com cuidado, porque a estrada é perigosa.

O outro arguiu:
– Onde está o perigo? Basta andarmos pelo rastro dos que hoje passaram por aqui.

– Nem sempre é assim. Onde passa um, pode não passar outro.

– Que burrice! Eu sei viver, gabo-me disso, e minha ciência toda se resume em só imitar o que os outros fazem.

– Nem sempre é assim, nem sempre é assim… continuou a filosofar o primeiro.

Nisto alcançaram o rio, cuja ponte caíra na véspera.

– E agora?

– Agora é passar a vau.

O burro de açúcar meteu-se na correnteza e, como a carga ia se dissolvendo ao contato da água, conseguiu sem dificuldade pôr pé na margem oposta.

O burro da esponja, fiel às suas ideias, pensou consigo:
– Se ele passou, passarei também – e lançou-se ao rio.

Mas sua carga, em vez de esvair-se como a do primeiro, cresceu de peso a tal ponto que o pobre tolo foi ao fundo.

Bem dizia eu! Não basta querer imitar, é preciso poder imitar – comentou o outro.


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