Histórias bem curtinhas mas com grandes mensagens: com certeza elas vão aquecer o seu coração!

 

1. O dia em que tudo deu errado

Toda vez que, como mãe, eu preciso de ajuda, me lembro de minha própria mãe e de minha avó, mulheres que plantaram sementes de sabedoria na minha alma.

Num dia daqueles, cheguei em casa e encontrei um insolente segundo aviso de uma conta de gás que não fora paga e meus três filhos quase a nocaute.

Tommy, de onze anos, reclamava de um corte de cabelo malfeito. Teve de agüentar os meninos o chamando de “carequinha”, ele me contou, escondendo a cabeça com as duas mãos.

Lisa estava desolada: apesar de ter estudado tanto para o teste final da Segunda série, errara duas palavras.

Jenni, no primeiro ano, fora traída por sua risada nervosa na hora da leitura e tropeçara numa frase.

Olhei aquelas três carinhas desconsoladas com a maior ternura e a imagem de minha avó apareceu sorrindo em minha cabeça:

“Muito bem, queridos, sabem que dia é hoje? É ‘um dia em que deu tudo errado’. Vamos festejar!”

Eles me olharam, surpresos e curiosos. Continuei: “Minha avó sempre dizia que aprendemos mais com nossos erros do que com nossos sucessos. Ela falava que quanto mais uma pedra se desgasta pela ação do tempo, mais longe ela vai ricochetear. Vamos ao McDonald’s para nossa primeira ‘festa do dia em que deu tudo errado’.”

Essa foi a primeira de muitas outras festas por coisas que deixaram de dar certo. Procurávamos o que podíamos comemorar em meio a tragédias, em vez de nos angustiarmos pelo que tínhamos sofrido.

Espero ter plantado nas almas de meus filhos as sementes reunidas pela sabedoria das mulheres que me antecederam. E que essas sementes se espalhem nos seus próprios jardins um dia.

Judith Towse-Roberts
Histórias para Aquecer o Coração das Mães

 

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2. O ESPELHO

– Dr. Papaderos, qual o significado da vida?

Seguiu- se a risada habitual e as pessoas se mexeram nas cadeiras, querendo ir embora.

Papaderos levantou a mão, silenciando a sala, e me olhou por um longo tempo, perguntando com os olhos se eu estava falando sério e vendo nos meus que eu estava.

– Vou responder à sua pergunta.

Ele tirou a carteira do bolso da calça, pôs a mão dentro da divisória de couro e pegou um espelho redondo bem pequeno, mais ou menos do tamanho de uma moeda de vinte e cinco centavos.

Disse então o seguinte:

– Quando eu era pequeno, durante a guerra, éramos muito pobres e vivíamos em um vilarejo distante. Certo dia, na estrada, encontrei os pedaços partidos de um espelho. Uma motocicleta alemã tinha se acidentado naquele lugar.

– Tentei encontrar todos os pedaços e juntá-los, mas não era possível. Então só guardei o pedaço maior. Este aqui, que esfreguei em uma pedra, fazendo-o ficar redondo. Comecei a brincar com ele e fiquei fascinado ao descobrir que podia refletir a luz em lugares escuros, onde o sol nunca brilhava: em buracos profundos, fendas e armários. Aquilo virou um jogo para mim, levar luz aos lugares mais inacessíveis que conseguia encontrar.

– Guardei o espelhinho e, à medida que ia crescendo, eu o tirava do bolso nos momentos em que não estava fazendo nada e continuava com o desafio do jogo. Quando virei homem, comecei a entender que aquilo não era só uma brincadeira de criança, mas uma metáfora para o que eu poderia fazer com a minha vida. Acabei percebendo que não sou a luz ou a fonte de luz. Porque a luz – a verdade, a compreensão, o conhecimento – está ali e vai iluminar muitos lugares se eu a refletir.

– Eu sou apenas o fragmento de um espelho do qual não conheço a forma nem a finalidade. Mesmo assim, com o que tenho, posso refletir a luz nos lugares escuros deste mundo, sobretudo nos corações dos seres humanos, e posso mudar algumas coisas em algumas pessoas. Talvez outras pessoas me vejam fazendo isso e façam o mesmo. É para isso que eu vivo. É este o significado da minha vida.

Robert Fulghum
Histórias para Aquecer o Coração dos Adolescentes

 

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3. A LIÇÃO DA TARTARUGA

Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.

Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.

O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.

Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: “Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho.”

Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: “Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável.”

Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranqüilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:

“Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade.”

Autor Desconhecido

 

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4. VOCÊ É O QUE FAZ

O que você é fala tão alto, que não consigo ouvir o que você está dizendo.
Ralph Waldo Emerson

Era uma tarde ensolarada de sábado em Oklahoma City. Meu amigo e pai orgulhoso, Bobby Lewis estava levando seus dois garotos para jogar minigolfe. Ele foi até o sujeito na bilheteria e disse:

– Quanto é a entrada?

O jovem respondeu:

– Três dólares para o senhor e três dólares para cada garoto acima de seis anos. A entrada é livre para as crianças de seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?

Bobby respondeu:

– O advogado tem três e o médico tem sete, então, acho que eu lhe devo seis dólares.

O homem da bilheteria disse:

– Ei, o senhor acabou de ganhar na loteria ou coisa parecida? O senhor poderia ter economizado três cobres. Poderia Ter dito que o mais velho tinha seis anos; eu não saberia a diferença.

Bobby respondeu:

– É, pode ser; mas os garotos saberiam.

Como Ralph Waldo Emerson disse, “o que você é fala tão alto, que eu não consigo ouvir o que você está dizendo”. Em tempos desafiadores, quando a ética é mais importante que nunca, certifique-se de dar um bom exemplo a todos com quem trabalha e vive.
Canja de Galinha para a Alma


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