HISTÓRIAS INSPIRADORAS

4 Lindas histórias que inspiram o bem na gente!
4 Lindas histórias que inspiram o bem na gente!

1. Por que as pessoas gritam?

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

“Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”

“Gritamos porque perdemos a calma”, disse um deles.

“Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?”, questionou novamente o pensador.

“Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça”, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

“Então não é possível falar-lhe em voz baixa?”

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:

“Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?”

O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.

Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.

Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?

Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?

Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.

Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem.

É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

“Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”.

Mahatma Gandhi

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2. O mágico e moça cega

Meu amigo Whit é mágico profissional e foi contratado por um restaurante para fazer mágicas durante o jantar, distraindo os clientes. Uma noite ele se aproximou de uma família e, depois de se apresentar, puxou um baralho e começou seu número. Virando-se para uma moça sentada à mesa, pediu que ela escolhesse uma carta. O pai da moça lhe disse que a filha, Wendy, era cega.

Whit disse:

-Tudo bem. Se ela concordar, eu gostaria de fazer um número com ela.

Virando-se para a moça, meu amigo perguntou:

-Wendy, você gostaria de me ajudar numa mágica?

Um tanto tímida, ela encolheu os ombros e respondeu:

-Tudo bem.

Whit se sentou em frente à moça e disse:

-Vou segurar uma carta, Wendy, que será vermelha ou preta. O que quero é que você use seus poderes psíquicos e me diga de que cor é a carta, vermelha ou preta. Você entendeu?

Wendy concordou com a cabeça. Whit segurou o rei de paus e perguntou;

-Wendy, esta carta é preta ou vermelha?

Depois de um momento, a moça cega respondeu:

-Preta.

Sua família sorriu. Whit levantou o sete de copas e disse:

-Esta carta é vermelha ou preta?

-Vermelha – Wendy respondeu.

Então Whit levantou uma terceira carta, o três de ouros, e perguntou:

-Vermelha ou preta?

-Vermelha! – Wendy disse sem hesitar.

Seus pais riram nervosamente. O mágico levantou mais três cartas e a moça acertou todas. Incrivelmente, ela acertou as seis vezes! Sua família não podia acreditar em sua sorte. Na sétima carta, Whit levantou o cinco de copas e falou:

-Wendy, quero que você me diga qual é a carta e de que naipe ela é … se é de copas, ouros, paus ou espadas.

Depois de um momento, Wendy respondeu, confiante:

-É o cinco de copas.

Os parentes deixaram escapar um grito. Eles estavam aturdidos! O pai de Wendy perguntou a Whit se ele estava fazendo algum tipo de truque ou mágica mesmo. Whit respondeu:

-O senhor terá de perguntar a Wendy.

O Pai, então, perguntou à filha:

-Wendy, como você fez isso?

Ela sorriu e disse:

-É mágica!

Whit cumprimentou a família, deu um abraço em Wendy, deixou seu cartão de visitas e se despediu. Estava claro que ele havia criado um momento mágico que aquela família jamais esqueceria.

A questão, naturalmente, é como Wendy sabia a cor das cartas? Já que Whit nunca a havia encontrado até aquele momento no restaurante, ele não poderia ter lhe dito antes que cartas eram vermelhas e quais eram pretas. E, já que Wendy era cega, era impossível para ela ver as cores ou o valor das cartas quando ele as levantou. Como foi, então?

Whit pôde criar seu milagre usando um código secreto e rapidez de pensamento. No início de sua carreira, ele havia criado um código para que uma pessoa pudesse passar informações para outra com os pés, sem usar palavras. Ele nunca tivera a chance de usar o código até aquele momento no restaurante. Quando Whit se sentou em frente a Wendy e disse “Vou segurar uma carta, Wendy, e ela será vermelha ou preta”, ele bateu de leve no pé dela (sob a mesa) uma vez quando disse a palavra “vermelha” e duas vezes quando disse “preta”.

Para ter certeza de que ela o havia entendido, ele repetiu os sinais secretos, dizendo: “O que eu quero é que você use seus poderes psíquicos e me diga de que cor é a carta, vermelha (um toque) ou preta (dois toques). Você entendeu?”

Quando Wendy concordou com a cabeça, ele sabia que ela havia compreendido o código e estava disposta a colaborar com o truque. Sua família supôs que, quando ele perguntou se ela “havia entendido”, estava se referindo às suas instruções verbais.

Como ele passou para ela a informação sobre o cinco de copas? Simples. Ele tocou no pé dela cinco vezes para ela saber que ele tinha um cinco. Quando ele perguntou se a carta era de copas, espadas, paus ou ouro, ele comunicou o naipe tocando no pé dela ao dizer “copas”.

A mágica real desta história é o efeito que teve em Wendy. Não só lhe deu a chance de brilhar por uns momentos e se sentir especial diante da família, mas tornou-a uma estrela em casa, pois sua família contou a todos os amigos sobre a espantosa experiência “psíquica”.

Alguns meses depois, Whit recebeu um pacote de Wendy. Nele, um baralho em braile, com um bilhete. No bilhete, ela lhe agradecia por tê-la feito sentir-se tão especial e por ter lhe permitido “ver”, mesmo que por apenas alguns momentos.

Ela disse que ainda não contara à família como acertara as cartas, apesar de eles continuarem a lhe perguntar. Ela terminava dizendo que lhe enviava o baralho em braile para ele poder fazer mais mágicas com pessoas cegas.

Michael Jeffreys

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3. Peça, não mande!

Nos meus seminários, muitas pessoas desafiam a idéia de que pedir é mais eficaz do que mandar. Tratei uma situação específica da seguinte forma:

Um sujeito extremamente machão disse:

– Espera aí, Joe, há momentos em que é preciso mandar.

– Pode ser, mas não estou totalmente convencido disso, embora já tenha sido instrutor dos Fuzileiros Navais. Você é casado?

– Sim.

– Você pediu sua esposa em casamento?

– Sim.

– Então pressuponho que tenha dito a ela: “Ordeno que se case comigo!”

– Bem, não – disse o He-man. – Pedi que se casasse comigo.

Expliquei então que basta parar e refletir para perceber que sempre que a situação é importante e precisa realmente ser consumada ou resolvida, que em todos os tipos de transações importantes, e que sempre que a situação é precária – as pessoas pedem. A maioria das pessoas concordou e aceitou.

Joe Batten

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4. Comece consigo mesmo

As palavras a seguir foram escritas na tumba de um bispo anglicano (1100 d.C.), nas criptas da abadia de Westminster:

Quando era jovem e livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria, e assim reduzi um pouco os limites de meu ideal e decidi mudar apenas meu país.

Porém este, também, parecia imutável.

À medida que chegava ao crepúsculo, numa última e desesperada tentativa, procurei mudar apenas minha família, aqueles mais próximos a mim, mas, ai de mim, eles não mudaram.

E agora, deitado em meu leito de morte, subitamente percebo: se eu tivesse apenas mudado a mim mesmo primeiro, então, pelo exemplo, eu teria mudado minha família.

Com sua inspiração e estímulo, eu poderia ter melhorado meu país e, quem sabe até, ter mudado o mundo.

Canja de Galinha para a Alma
Jack Canfield & Mark Victor Hansen


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