A culpa e mágoa que podem, sim, causar doenças.

Por que algumas pessoas sentem culpa-mágoa, mas continuam suas vidas, enquanto outras param de viver, sem ânimo para continuar?Por que as reações são tão diferentes?

Habitualmente, esse conteúdo de culpa e mágoa se entrelaçam efetivamente em nossas vidas. À proporção que vamos nos dando conta de que estamos lesando alguém ou lesando a nós mesmo, de que estamos nos sentindo lesados e machucados por alguém ou por nós mesmo, temos dois caminhos a seguir: um de alimentar a culpa e a mágoa, e o outro de diluí-las. Quando as alimento, fixo-me, estagno e crio um movimento de petrificação, de imobilidade e encaminho-me para a doença, que irá desaguar no corpo caso eu não redirecione essa postura.

Quando eu faço a escolha por dissolver a mágoa-culpa, estou tomando uma direção exatamente oposta, mobilizando o autoperdão, no caso da culpa, e o heteroperdão no caso da mágoa, liberando-me, portanto, daquele conflito, dando um salto de qualidade e aprendendo com aquela experiência sofrida que experimentei. Assim, são duas dinâmicas absolutamente deferentes. Uma me leva para a enfermidade, e a outra para a cura. A mágoa e a culpa que eu sustento me fazem adoecer, e a mágoa e a culpa que eu trabalho positivamente me fazem crescer.

Qual a influência desses estados psicológicos no corpo físico? Por que eles favorecem a ação, de microorganismos causadores de doenças?

A mágoa e a culpa instalam-se em nível psíquico, repercutindo no corpo perispiritual.

Se não fazemos o desabafo ou se não estabelecemos a corrigenda como propõe André Luís no livro Evolução em Dois Mundos, surgem no nosso campo perispiritual zonas de remorso, resultado das nossas atitudes e posturas que estão sendo sustentadas teimosamente sem uma resolução plausível. Essa zona de remorso cria um campo de solução de continuidade na interação do corpo perispiritual e do corpo físico, abrindo espaço para a vulnerabilidade numa área do corpo, num tecido ou então no organismo por inteiro, gerando, assim, a manifestação de disfuncionalidades orgânicas ou de processos patológicos e físicos, bem como de distúrbios que envolvem as emoções ou de transtornos que envolvem a mente. Desse modo, esses conteúdos, se não são solucionados a tempo, vão se refinando até chegar ao corpo, que é a instância última que a natureza nos propõe para que possamos reverter o nosso caminho através da corrigenda, do autoperdão e do perdão ao outro, ambos originários na misericórdia que devemos ter. Por isso, Jesus propôs o “Bem Aventurados os Misericordiosos”, pois, quando não exercemos a misericórdia, caminhamos para a instalação das doenças no corpo físico.

Quais os tipos de doenças físicas e mentais mais comuns relacionadas à culpa – mágoa?

Como diz André Luís tirando a imprevidência, a imprudência e a falta de higiene, todas as patologias derivam da relação profunda do espírito e seus campos energéticos mais profundos, que vão aos poucos se manifestando no corpo. Então poderíamos afirmar que na maioria das patologias vamos encontrar a culpa-mágoa, uma ou outra e, habitualmente, as duas entremeadas, como sendo as verdadeiras causas das doenças infecciosas, degenerativas, alérgicas, etc. ou sistêmicas, de natureza física ou mental.
Assim, vamos tendo esses conteúdos desequilibrantes de mágoa-culpa como sendo a verdadeira gênese das patologias que alcançam os homens na Terra.

Quais os recursos das psicoterapias para auxiliar a cura de pessoas contaminadas por esses estados negativos?

Toda abordagem psicológica ajuda para que se possam trabalhar essas sombras que carregamos dentro de nós mesmos.

Qualquer providência que leve o indivíduo à auto-reflexão e a autopercepção, e que busque naturalmente projetá-lo para a saúde, o ajudará na superação dos seus limites, a vencer a mágoa e a trocar a culpa pelo perdão. Efetivamente, o Evangelho é, indiscutivelmente, o maior repositório de amor que a história da humanidade conheceu e está sempre nos inspirando a fazer esse trabalho de profundidade e sem nenhuma concorrência com qualquer psicoterapia ou abordagem psicológica. Ao contrário, sendo um instrumento catalizador, fornecedor, agenciador e sinergicamente terapêutica, o Evangelho é o grande espaço onde podemos nos encontrar para promovermos essas mudanças tão necessárias que não se limitam ao trabalho de dissolver sombras, porém, e sobretudo, de ampliar luzes dentro de nós mesmos.

Dr. Alberto Almeida – médico e terapeuta transpessoal, com formação em Homeopatia, Dinâmica de Grupos, Terapia Familiar Sistêmica e Programação Neurolinguística (PNL).

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