Lindas histórias para aquecer o coração que vão dar aquele quentinho na alma!

 

1. História que a vida escreveu

Um famoso escritor conta a história de uma família rica, que foi convidada a passar um fim de semana na bela propriedade de uma outra família: a casa dos Churchill.

As crianças se divertiam porque havia uma deliciosa piscina na propriedade.

No último dia, ocorreu uma tragédia. O menino menor quase afundou. As crianças puseram-se a gritar, procurando alcançar com as mãos o pequeno, que se afogava, mas inutilmente. Por fim, o pequeno Alexandre Fleming, filho do jardineiro, ouviu os gritos e saltou dentro da piscina, salvando assim o menino.

Quando o pai ouviu a história, sua gratidão não teve limites. Ele se dirigiu ao senhor Fleming, o jardineiro, e disse:

– Seu filho salvou a vida do meu filho, o que posso fazer pelo senhor?

– Ora, o senhor não precisa fazer coisa alguma, disse o jardineiro, meu filho fez o que qualquer outro faria.

– Mas eu preciso fazer alguma coisa pelo seu filho. Que apreciaria ele?

– Bem, desde que aprendeu a falar, tem manifestado o desejo de ser um médico.

O homem estendeu a mão ao senhor Fleming, e disse:

– Seu filho frequentará a melhor escola de Medicina que houver na Inglaterra.

E sustentou a palavra.

Ao final da Conferência de Teerã, o mundo foi sacudido com a notícia de que Churchill estava doente com pneumonia. Os meios de comunicação da Inglaterra transmitiram por toda a nação, o desejo de que o melhor médico do Império Britânico tomasse um avião para Teerã e assistisse ao Primeiro-Ministro.

Esse médico foi o Dr. Fleming, o descobridor da penicilina. Os seus esforços foram coroados de êxito. Mais tarde, Winston Churchill eletrizou o mundo com a declaração:

“Não é sempre que um homem tem a oportunidade de agradecer ao mesmo homem por haver-lhe salvo a vida duas vezes”.

O pequeno Fleming, que havia salvo a vida do pequeno Churchill, quando este se afogava numa piscina, tornou-se o Dr.Fleming, que de novo lhe salvou a vida.

O pai de Winston Churchill jamais sonhara, que, ao dar à Alexandre Fleming a oportunidade de estudar na melhor escola de Medicina da Inglaterra, estava provendo o meio de salvar a vida do seu filho, pela segunda vez, através do mesmo homem.

Autor desconhecido

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2. Salvamento no mar

Anos atrás, em uma aldeia de pescadores na Holanda, um jovem mostrou ao mundo quais eram as recompensas para quem serve aos outros desinteressadamente. Como toda a vida da aldeia girava em torno da indústria pesqueira, era preciso que houvesse uma equipe de salvamento, composta por voluntários, para atuar em situações de emergência. Em uma noite de tempestade, os fortes ventos fizeram um pesqueiro virar no mar. Em dificuldades, a tripulação havia enviado um S.O.S. O capitão da equipe do bote de salvamento fez soar o alarme e toda a aldeia se reuniu na praça para olhar atentamente para a baía. Enquanto a equipe lançava à água o bote e tentava avançar através das enormes ondas, os aldeões esperavam aflitos na praia, segurando lanternas para iluminar o caminho de volta.

Uma hora depois o bote reapareceu em meio ao nevoeiro e os animados aldeões correram para cumprimentar os seus ocupantes. Caindo exaustos na areia, os voluntários disseram que o bote não pudera comportar mais nenhum passageiro, e eles tiveram de deixar um homem para trás. Um só passageiro a mais o faria virar, e todos os outros pereceriam.

Desesperado, o capitão convocou outra equipe de voluntários para procurar o único sobrevivente. Hans, de dezesseis anos, deu um passo à frente. Sua mãe segurou seu braço, implorando:
– Por favor, não vá. Seu pai morreu em um naufrágio há dez anos, e seu irmão mais velho, Paul, está perdido no mar há três semanas. Hans, você é tudo que me resta.

Hans respondeu:
– Mãe, eu tenho de ir. E se todos dissessem, ‘Eu não posso ir, outra pessoa que faça isso’? Desta vez tenho de cumprir o meu dever. Quando o dever chama, temos de fazer a nossa parte.

Hans beijou a sua mãe, juntou-se à equipe e desapareceu na noite.

Passou-se outra hora, que pareceu à mãe de Hans uma eternidade. Finalmente, o bote surgiu em meio ao nevoeiro com Hans em pé na proa. Pondo as mãos em concha, o capitão gritou:
– Encontrou o homem perdido?

Mal conseguindo conter-se, Hans gritou excitadamente de volta:
– Sim, nós o encontramos. Diga à minha mãe que é o meu irmão mais velho, Paul!

Dan Clark

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3. Problema ou Solução

Era 1933. Eu havia sido demitido de meu emprego de meio expediente e não podia mais contribuir para a despesa familiar. Nossa única renda era o que mamãe conseguia ganhar fazendo roupa para os outros.

Então mamãe ficou doente durante algumas semanas e incapaz de trabalhar. A companhia elétrica veio e cortou a força quando não conseguimos pagar a conta. Depois foi a companhia de água. Mas o Departamento de Saúde os fez religar a água por motivos sanitários. A despensa ficou quase vazia.  Felizmente, tínhamos uma pequena horta e podíamos cozinhar os legumes numa fogueira no quintal.

Um dia minha irmã mais nova veio saltitante da escola para casa dizendo:

– Amanhã temos que levar para a escola alguma coisa para dar aos pobres.

Mamãe começou a esbravejar, dizendo:

– Não conheço ninguém mais pobre do que nós!

Mas a mãe dela, que estava morando conosco na época, a fez calar, franzindo as sobrancelhas e tocando-lhe o braço:

– Eva – disse -, se você passar para uma criança a ideia de que ela é “pobre” com essa idade, ela será “pobre” para o resto da vida. Sobrou um pouco daquela geleia caseira. Ela pode levar aquilo.

Vovó achou um pedaço de papel de seda e um pedacinho de fita cor-de-rosa com os quais embrulhou nosso último pote geleia, e minha irmã foi saltitando para a escola no dia seguinte levando orgulhosamente seu “presente para os pobres”.

E, para sempre depois disso, se havia um problema na comunidade, minha irmã naturalmente presumia que ela deveria ser parte da solução.

Edgar Bledsoe

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4. A história do 333

Estava ministrando um seminário de final de semana no Hotel Deerhust, norte de Toronto. Na noite de sexta-feira, um tornado varreu uma cidade ao norte da nossa, chamada Barrie, matando dezenas de pessoas e causando prejuízos de milhões de dólares. Na noite de sábado, voltando para casa, parei o carro quando cheguei a Barrie. Desci do carro no acostamento e olhei em volta. Estava uma confusão. Em todos os lugares para onde eu olhava havia casas destruídas e carros de cabeça para baixo.

Naquela mesma noite, Bob Templeton dirigia pela mesma estrada. Ele parou para olhar a tragédia assim como eu, só que seus pensamentos foram diferentes dos meus. Bob era vice-presidente da Telemedia Communications, dona de uma cadeia de estações de rádio em Ontário e Quebec. Ele achou que devia haver algo que pudéssemos fazer por aquelas pessoas através de suas estações de rádio.

Na noite seguinte, estava ministrando um outro seminário em Toronto. Bob Templeton e Bob Johnson, outro vice-presidente da Telemedia, entraram e ficaram de pé no fundo da sala. Ambos compartilhavam a convicção de que devia haver algo que pudessem fazer pelas pessoas em Barrie. Terminado o seminário, voltamos para o escritório de Bob. Agora ele estava comprometido com a idéia de ajudar as pessoas que haviam sido afetadas pelo tornado.

Na sexta-feira seguinte, ele chamou todos os executivos da Telemedia em seu escritório. No alto de um flipchart, ele escreveu três 3. E disse a seus executivos:

– Você gostariam de levantar 3 milhões de dólares, em apenas 3 horas, daqui a 3 dias, a contar de hoje, e dar esse dinheiro à população de Barrie?

Não houve nada além de silêncio na sala.

Finalmente, alguém disse:

– Templeton, você está louco. Não há como fazer isso.

Bob disse:

– Espere um minuto. Eu não perguntei se poderíamos ou se deveríamos. Perguntei apenas se vocês gostariam.

Todos eles disseram:

– É claro que gostaríamos.

Então ele desenhou um grande T embaixo do 333. De um lado ele escreveu “Porque não podemos”. Do outro, “Como podemos”.

– Vou fazer um grande X no lado do “Porque não podemos”. Não vamos perder tempo com idéias de “Porque não podemos”. Do outro lado vamos escrever todas as idéias que tivermos sobre “Como podemos”. Não vamos sair da sala até chegar às soluções.

Houve silêncio novamente.

Finalmente, alguém disse:

Poderíamos fazer um show de rádio e transmiti-lo a todo o Canadá.

Bob disse:

– Esta é uma grande idéia – e anotou-a.

Antes que tivesse terminado de escrever, alguém disse:

– Não podemos fazer um show de rádio e transmiti-lo a todo o Canadá. Não temos estações em todo o Canadá.

Aquela foi uma objeção bastante válida. Eles tinham estações apenas em Ontário e Quebec.

Templeton replicou:

– Isso é “porque podemos”. Isso fica.

Mas essa era uma objeção realmente forte, porque as estações de rádio são muito competitivas. Normalmente, elas não trabalham juntas e conseguir que o fizessem seria praticamente impossível, de acordo com os padrões estabelecidos de raciocínio.

De repente alguém sugeriu:

– Poderíamos convidar Harvey Kirk e Lloyd Roberston, os maiores nomes da radiodifusão canadense, como âncoras do show. (Isso seria como ter Tom Brokaw e Sam Donaldson ancorando o show. Eles são âncoras na televisão nacional. Eles não irão ao rádio.) Àquela altura foi absolutamente espantoso a rapidez e a fúria com que as idéias criativas começaram a fluir.

Isso foi numa sexta-feira. Na quinta-feira seguinte, cinqüenta estações de rádio do país inteiro haviam concordado em transmitir o show. Não importava de quem seriam os créditos desde que as pessoas em Barrie recebessem o dinheiro. Harvey Kirk e Lloyd Robertson ancoraram o show e conseguiram levantar 3 milhões de dólares, em três horas, dentro de um período de três dias úteis!

Veja só. Você pode fazer qualquer coisa se concentrar sua energia em “Como pode” fazer, e não em “Porque não pode”.

Bob Proctor


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