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Psicologia: 4 mitos sobre psicopatas que muita gente acredita

Fique de olho: nenhum psicopata traz sua personalidade escrita na testa! Para você ficar esperto, pesquisamos e esclarecemos os 4 mitos mais comuns sobre psicopatas, espia:
Fique de olho: nenhum psicopata traz sua personalidade escrita na testa! Para você ficar esperto, pesquisamos e esclarecemos os 4 mitos mais comuns sobre psicopatas, espia:

1.Psicopatas são sempre muito inteligentes

Existe um estereótipo na cultura popular de que psicopatas são gênios criminosos. Esta lenda é, em grande parte, uma invenção de Hollywood. Psicopatas são pessoas com problemas para processar emoções. Essa dificuldade em sentir não dá a eles um super QI.

É possível que as pessoas leigas tendam a confundir habilidades sociais e assertividade com inteligência, de modo que o charme superficial da psicopatia pode ser tomado como se fosse inteligência. Alguém que sabe usar as palavras com confiança pode se passar por inteligente, mas isso não necessariamente reflete com precisão a sua capacidade de desempenhar bem em tarefas de natureza cognitiva.
Fonte

Cientistas americanos e britânicos publicaram em pesquisa recente 187 estudos relacionando a psicopatia com as capacidades intelectuais. No fim da análise, a equipe não encontrou nenhuma evidência de que psicopatas são mais inteligentes. Pelo contrário, eles tiveram pior desempenho nos testes de inteligência.

Fonte da pesquisa: Super Interessante

2. Todo o psicopata é um resultado de abusos psicológicos na infância

Um mito bastante popular. Segundo a psicóloga Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro mentes perigosas, as pessoas não querem acreditar em um “mal verdadeiro”:

“O ser humano tem dificuldade em aceitar que o mal existe. Infelizmente, ele existe. E é preciso aprender a enfrentá-lo.” 

Disse a psicóloga em entrevista ao Estadão

Talvez seja por isso que algumas pessoas prefiram acreditar que ninguém nasce com uma predisposição ao “mal” e todo o psicopata é resultado de um trauma. Mas a verdade é mais perturbadora.

Psiquiatras afirmam que o psicopata nasce com uma predisposição genética, uma causa biológica para a manifestação desse comportamento de insensibilidade afetiva. Quem nasce com uma predisposição a psicopatia pode, por exemplo, ter uma diminuição na estrutura da amígdala (área cerebral fundamental para o processamento das emoções).

O meio onde a pessoa com essa predisposição genética irá nascer pode piorar ou amenizar seu comportamento anti social. Então, uma pessoa pode nascer com esta predisposição genética e não passar por nenhum trauma significante e, mesmo assim, ainda ser um psicopata.

3. Psicopatas são doentes mentais

A psicopatia não é considerada um transtorno mental pela Associação Americana de Psicopatia (em inglês, APA). Isso por que, diferente de um doente mental, o psicopata sabe exatamente o que está fazendo e as reais consequências de suas ações. Ele entende perfeitamente como funcionam as leis e normas sociais.

Talvez o que ocorra é uma confusão entre psicopatia e psicose, sendo a última um transtorno mental. O psicótico tem uma quebra de contato com a realidade e não consegue diferenciar fantasia do real: ele tem delírios, ouve vozes ou tem alucinações que criam um ambiente imaginário de risco.

Por exemplo, um esquizofrênico (esquizofrenia é um tipo de psicose) pode acreditar que as pessoas ao seu redor querem matá-lo e ficar agressivo por conta disso.

Já o psicopata tem total consciência do que faz e age com objetivos reais, ele não apresenta alucinações ou delírios.

A confusão pode acontecer por existirem diversas obras (livros, filmes, músicas) onde psicopatas são chamados de psicóticos. Para ilustrar, o livro de Bret Easton Ellis se chama American Psycho (“Psicótico americano”), diferentemente do título de sua adaptação ao cinema “Psicopata Americano”.

4.Todo o psicopata é um assassino em serie

Todo o Serial Killer é um psicopata mas o contrário está muito longe da realidade. Existem diversos níveis de psicopatia e o Serial Killer faz parte do grau mais grave. Também é muito raro um psicopata do tipo “grave” se tornar assassino em serie.

Assassinos em série tendem a ser pessoas com múltiplos problemas psicológicos, não sendo incomum encontrar uma combinação de transtornos da personalidade, história de abusos ou negligência, lesões ou acidentes de natureza cranioencefálica e diversos outros tipos de transtornos mentais (transtorno delirante ou parafilias, por exemplo). Tudo isso vai muito além da psicopatia!
Fonte

A maioria dos psicopatas sequer cometem assassinatos: normalmente eles atormentam as pessoas com golpes, trapaças, mentiras, fofocas e abuso emocional.

Fontes:

Super Interessante Fonte Pearson Scientific American Mente e Cérebro  Estadão

 


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