Ser pai/mãe é um trabalho complicado: os conceitos sobre educação estão sempre mudando, situações inesperadas acontecem, crianças/adolescentes estão cada vez mais espertos e o tempo cada vez mais curto. É difícil, com trabalho e outras atribuições, suprir todas as necessidades dos filhos. É muita pressão.

Mas, entre os diversos erros que podemos cometer, atenção para não esquecer de uma das mais importantes funções dos pais: a orientação.

A orientação é um grande presente que os pais dão aos seus filhos, ela é resultado do conhecimento de outras gerações (ensinamento dos avós) somado as próprias experiencia de vida dos pais. Estas informações preciosas ajudam quem está iniciando no caminho da vida a ser menos vulnerável. É como começar uma viagem com GPS.

Mas, para orientar, é preciso ser presente na vida de crianças e adolescentes.

As crianças, muitas vezes, nem conseguem perceber suas dúvidas e dificuldades. Elas são tão inexperientes que dependem do adulto para identificar os problemas. Precisam que os pais descubram suas perguntas e ofereçam as respostas.

Já os adolescentes conseguem detectar suas dificuldades com mais facilidade, porém, se os pais não criarem uma relação de amizade e confiança com os filhos desde a infância, vai ser muito difícil conseguir a atenção deles na adolescência. Então, outros adultos se encarregarão de orienta-los…ou se aproveitarão de suas vulnerabilidades para manipula-los.

Como ser mais presente?

Estar presente na vida dos filhos não se resume em perguntar a eles como anda a escola, cobrar notas e colocar limites. Todas essas coisas também são importantes e necessárias. Mas, além da cobrança, é positivo interações em momentos de descontração, dando atenção aos sentimentos, expectativas e interesses dos filhos.

Basta você lembrar da sua própria infância: quando pequeno, você não adoraria que o seu pai/mãe abrisse um tempinho na agenda para brincar ou ouvir suas aventuras infantis? Pois seus filhos possuem o mesmo anseio. Sua atenção e interesse sincero são o melhor presente que eles podem ter.

Para se aproximar dos filhos com mais eficiência é importante propor atividades que atendam os interesses das crianças, não os dos pais. Por exemplo: se o seu filho gosta de jogar video game, que tal se aventurar em uma partida com ele? Tanto faz se você joga bem ou mal, o importante é deixar a criança feliz, se sentindo especial em ganhar a sua atenção.

Além de atividades divertidas, é interessante ouvir as decepções e tristezas das crianças e adolescentes. Lembre-se que para você os problemas deles parecem pequenos, mas, para eles é tudo muito sério: aquele é o universo deles. Brigar com o amiguinho, ter uma paixão platônica, mudar de escola…essas coisas também pareciam o fim do mundo quando você era uma criança.

Ter uma relação próxima dos filhos vai tornar mais fácil protege-los: quando eles perceberem que algo está errado, em qualquer situação da qual você não esteja presente, eles vão se sentir a vontade de lhe relatar o ocorrido ou pedir sua orientação.

E, esta amizade plantada na infância, irá desabrochar em uma bonita relação de interesse, amor, admiração e respeito na vida adulta.

“Que seus filhos encontrem em você a confiança para contar todos os seus medos e problemas. E, desta confiança, nasça uma amizade que dure até o último segundo da sua vida” 🙂
Autor: Refletir para Refletir


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