Essa biografia tinha tudo pra ser um grande drama mas Fabricio Carpinejar transformou sua vida em uma divertida e inspiradora história de superação, espia!

 

“Não imagino de onde tiro tanta força de vontade, mas não me entrego mesmo quando nada está a meu favor. Vou comendo o desespero pelas beiradas até a dor esfriar. Não maldigo o escuro, ele evidencia a lua e as estrelas.”

A expressão acima é mais uma daquelas incríveis demonstrações de fibra com que Fabrício Carpinejar costuma enfrentar as adversidades.

Nosso querido escritor, desde cedo, teve que superar grandes obstáculos. A vida, de forma impiedosa, lhe apresentou muitos desafios, esquecendo que ele era apenas um menino.

Ir à escola diariamente foi sofrido. No Livro, “Filhote de Cruz Credo” ele conta um pouco da sua infância. Os colegas faziam bullying o tempo todo, porque sua aparência era “diferente do padrão”.

Tudo isso o levou a concluir: – “Sou feio de nascença, mais feio do que você possa desenhar.” Os alunos não cansavam de incomodá-lo com apelidos estranhos. Às vezes ele nem entendia o significado.

Aos oito anos ele teve diagnóstico neurológico de retardo psicomotor, encontrando imensas dificuldades para aprender e se expressar. O médico recomendou “tratamento, remédios e isolamento, já que não acompanharia colegas da faixa etária.” Inacreditável, não é mesmo?

FABRÍCIO CARPINEJAR

E para complicar ainda mais a situação, tinha pé chato e era obrigado a usar horríveis botas ortopédicas, pesadas e com biqueira de ferro, o que causava pânico nos colegas de futebol. Pensava, feliz, que os gols que fazia eram resultado de seu talento, mas concluiu, amargurado, que todos se afastavam com medo de se machucar.

Contrariando as expectativas, Fabricio superou o impossível e venceu. A mãe, batalhadora incansável, fez toda a diferença: “…foi tomada de coragem que é a confiança, da rapidez que é o aperto do coração. Rejeitou qualquer medicamento que consumasse a deficiência, qualquer internação que confirmasse o veredicto. …Poderia ter sido considerada negligente na época, mas preferiu minha caligrafia imperfeita aos riscos definitivos do eletroencefalograma. …Ela me manteve no convívio escolar, criou jogos para me divertir com as palavras e dedicou suas tardes a aperfeiçoar minha dicção.” E Carpinejar, com gratidão afirma: – “Se hoje sou escritor e escrevo aqui, existe uma única responsável: Maria Carpi, a Mariazinha de Guaporé, que transformou sua teimosia em esperança. E juro que não estou exagerando.”

Quando deixou de se importar com o que os outros pensavam a seu respeito, deixou de sofrer e passou a ter a percepção da sua própria grandeza. Conquistou espaços e respeito. Ainda na adolescência, descartou regras que a sociedade criou para padronizar as pessoas. Com sua irreverência habitual ele afirma: -“Hoje me acho bonito do meu jeito, bem feio.”

Fabricio Carpinejar tinha tudo para fracassar, mas a postura mental mudou o rumo da sua vida e hoje passa ao seu público, uma mensagem de contínua superação: – “Quando algo é impossível eu cultivo cada passo, caminho até ficar perto dos limites. Depois de me aproximar dos limites, disfarço, finjo que não é comigo e ultrapasso as marcas.”

Essa história prova como a atitude faz a diferença! Todos podemos ultrapassar as barreiras e correr atrás dos sonhos até encontrarmos. Pode não ser fácil, mas é possível. Fabricio, “RETARDADO AOS OITO ANOS”, como ele mesmo diz, hoje é um renomado jornalista, escritor e professor universitário.

Suas obras falam do cotidiano de todos nós. Qualquer coisa banal se transforma em uma boa crônica capaz de prender nossa atenção de forma instantânea, do início ao fim. Sua mente é uma usina de idéias, e as mensagens incentivam o aperfeiçoamento pessoal.

“Quando erro não fujo. A decência é ficar. A maturidade é ficar e arcar com as conseqüências. Os problemas não apagam a fé de solucioná-los. Se não sei o que fazer, durmo – o dia seguinte retira a ansiedade e a repetição das ideias.”

Da experiência com o bullying, criou um projeto que vem sendo desenvolvido nas Escolas, e que consiste em palestras para conscientizar crianças e jovens sobre o sofrimento que a prática provoca, ensinando também, como fazer para virar a mesa.

“Minha teimosia não é orgulho. Orgulho é imutável e jamais se dobra, a minha persistência é superar o que já fui e admitir os tropeços como forma de conhecer melhor onde piso.”

Então, que tal ver mais sobre Fabrício? 😉

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